Quem somos

Espiritualidade que conecta, acolhe e transforma

Como surge o IESA: Da amizade verdadeira entre um pastor e uma mãe de Santo, e tantas outras pessoas que buscam o exercício da fé através do amor e da generosidade. O IESA compreende a espiritualidade como uma experiência ampliada da condição humana, que abrange educação, afetos, pensamento, desejo e lutas. A sabedoria ancestral, por sua vez, incorpora múltiplas epistemologias transmitidas por oralidade, escrita e pelo corpo.

O que buscamos: Promover a espiritualidade por meio do estudo e da prática das sabedorias ancestrais, em diálogo com diferentes tradições religiosas, estimulando formas mais amorosas, justas e pacíficas de viver entre nós e com todos os seres da Terra.

Como: O IESA oferece um espaço de formação, cuidado e espiritualidade baseado em cinco pilares: o estudo de espiritualidades, práticas terapêuticas integrativas; atividades religiosas e ritualísticas de diferentes tradições e trabalhos sociais. Juntos, esses pilares buscam promover o desenvolvimento espiritual, o cuidado integral e formas mais justas e solidárias de convivência.

Missão

Promover a espiritualidade por meio do estudo e das práticas de sabedorias ancestrais, dentro e fora de diferentes tradições religiosas, buscando cultivar formas amorosas, justas e pacíficas de coexistência entre todos os seres da Terra.

Visão

Ser referência na articulação entre espiritualidade, saberes ancestrais e transformação social, contribuindo para uma sociedade mais consciente, plural, solidária e em harmonia com a natureza e com a dignidade humana.

Valores

• Respeito à diversidade religiosa • Espiritualidade inclusiva e acolhedora • Diálogo e escuta ativa • Solidariedade e compromisso com a justiça social

Credo do IESA: Sonhos da fé

Cremos na força dos sonhos

Cremos nos sonhos mais belos
Sonhos que nascem da comunhão com a Mãe Terra
Na sabedoria que vem das matas, das cachoeiras, das brisas suaves e dos vendavais
Na espiritualidade que nasce das montanhas, dos mares, das aves e dos canaviais
Na ancestralidade indígena, na poesia dos encantados, nos espíritos das florestas
Na espiritualidade ecológica de São Francisco de Assis, nas Caboclas e Caboclos das macumbas
Na compaixão ecocêntrica das tradições budistas, no poder de cura das folhas e flores e na sabedoria de Ossain, mestre das ervas e da medicina das florestas
Nas lutas de todas e todos que defendem as culturas ancestrais que protegem a Terra da ganância humana pelo acúmulo de capital


Cremos nos sonhos de liberdade que nascem dos corpos crucificados de todos os lugares e tempos Corpos que sonham com asas, porque vivem engaiolados
Corpos que sonham com a paz, porque só conhecem a guerra
Corpos que ousam sonhar, porque não suportam mais viver pesadelos
Corpos-LGBT+, corpos-indígenas, corpos-prostitutas, corpos-empobrecidos, corpos-pretos… Corpo-Jesus, que sonhou que a mão acolhedora era mais bonita que o dedo em riste
Sonhou com o amor e dele fez o único termômetro capaz de medir a fé
Sonhou com a ressurreição dos corpos violentados, capazes de vencer a injustiça das crucificações Corpos-Pombagira, que sonham com as gargalhadas das mulheres, capazes de vencer o barulho dos machismos e os ruídos do patriarcado
Gargalhadas que estremecem as correntes que assassinam mulheres e afirmam os prazeres proibidos dos corpos femininos que nunca puderam sonhar com a felicidade
Corpos-Malandro, que sonham com a arte da navalha, aquela que corta as demandas da opressão e abrem caminhos de liberdade
Corpos de Maria Navalha, Zé Pilintra, Malandrinho e Malandrinha da Estrada, que sonham com a malandragem como estratégia para driblar a injustiça, dar rasteira na miséria e afirmar a vida no reino onde a morte parece ter a palavra final
Corpos-de-Preta-Velha, que afirmam que as sabedorias das Senzalas sempre derrubam a violência da Casa-Grande
Sabedoria da baforada de cachimbo, dos banhos de erva, das palavras mandingueiras e dos abraços libertadores


Cremos nos sonhos mais belos
Nos risos das crianças
Nas brincadeiras dos Erês
Na suavidade da dança das ciganas e ciganos
No milagre dos carinhos, que tocam a pele e acessam os céus
Na sabedoria da ternura
Na lógica das cirandas, onde as mãos estão dadas, os corpos bailam juntos, mas há sempre espaço para que mais um/a se aproxime e a roda se enriqueça com a sua presença
Cremos na ciranda dos/as ancestrais e das divindades

Jesus, Buda, Exu, Shiva, Vovó Cambinda, Gandhi, Carolina de Jesus, Martin Luther King, Maria Padilha, Maria de Nazaré, Tranca-Ruas das Almas, Oxum, Oxalá… todos e todas de mãos dadas, dançando a vida e nos dizendo que sonhar é preciso… viver sem sonhar não faz sentido.


Cremos nesses e em muitos outros sonhos…

Nossa Equipe

Alexandre Marques Cabral

doutor em Filosofia (Uerj), em Teologia (PUC-Rio) e em Ciências da Religião (UFJF). Mestre em Filosofia (UFRJ) e graduado em Filosofia e em Teologia. É professor associado dos departamentos de Filosofia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e do Colégio Pedro II (CP II). É autor de cerca de 30 livros autorais, além de capítulos em coletâneas e de artigos científicos em revistas especializadas. É protestante macumbeiro e macumbeiro protestante.

Mãe Viviane de Oxum

mulher preta, periférica, feminista e macumbeira. Graduação em Ciências da Religião, no Centro Universitário Internacional, em curso. Ìyálòrìsá do Àṣẹ Riqueza das Águas ( Ẹgbẹ́ Awo Ọmọ Oṣùn T’Loya ) e também é dirigente do terreiro de Umbanda afro-indígena Vovó Cambinda do Cruzeiro, situados em Santa Cruz, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Há alguns anos, trabalha com a Pombagira Maria Padilha Rainha das Sete Encruzilhadas, entidade com a qual divide a autoria da obra Amor de Pombagira : Ensaio sobre